Lemos juntos o conto "A Moça Tecelã", da Marina Colassanti. Lindo conto, serviu de base para um trabalho de transposição artística. Pedi que eles representassem de qualquer maneira plástica o que leram. Saiu uma bela exposição, com peças em argila, maquetes de castelo, de casa, e até um mini tear feito em madeira! Além, claro, dos desenhos e pinturas!
Vejam:
O 7o ano fez um trabalho muito bacana de campanhas publicitárias, que ficamos nas de conscientização. Eles deveria usar imagens que fossem ou humorísticas, informativas ou chocantes, com o intuito de levar o leitor a fazer o que se espera. Aqui vão algumas imagens dos resultados.
Este blog tem como objetivo servir de portfolio virtual para meus projetos e atividades de sala de aula. Através deste espaço, posso apresentar meu trabalho e compartilhar com pais e professores o dia a dia de minhas turmas.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
8o ano 2011
O 8o ano foi a sala que me coube para trabalhar na Feira Cultural. Neste ano, cada professor trabalhará apenas com uma sala, o que faz com que possamos dar mais atenção aos projetos para a Feira. Estou bem animada com essa nova ótica da escola.
Como todos que acompanham o blog sabem, em todas as turmas de 8 ano eu faço o projeto de música. Não abro mão dele, nem que nada seja apresentado na Feira.
Mas neste ano, mais uma vez, ele será... De uma maneira bem diferente, claro, para não ficar na mesmice.
os alunos mostrarão um pouco da trajetória histórica do Brasil e dos EUA e Inglaterra através da música. A Dani de inglês esta on board, e fará a versão em inglês do trabalho.
Começamos com os anos 50... Foi LINDO ver os alunos falando de Cartola e Adoniran, e como eles já tinham um cd com as músicas escolhidas (que eu gravei no começo do ano), puderam cantar junto da apresentação... Foi um daqueles momentos Mastercard que professores tês de vez em quando.
E, começamos também os ensaios.... Sim, nossos adolescentes farão um coral com as músicas escolhidas na Feira... Abaixo, além de uma foto do trabalho do Adoniran, há um pequeno "video-teaser" para vocês terem uma prévia do que verão na Feira... Preparem-se...
Fotógrafo registrando a banda...
14/03/2011
Como todos que acompanham o blog sabem, em todas as turmas de 8 ano eu faço o projeto de música. Não abro mão dele, nem que nada seja apresentado na Feira.
Mas neste ano, mais uma vez, ele será... De uma maneira bem diferente, claro, para não ficar na mesmice.
os alunos mostrarão um pouco da trajetória histórica do Brasil e dos EUA e Inglaterra através da música. A Dani de inglês esta on board, e fará a versão em inglês do trabalho.
Começamos com os anos 50... Foi LINDO ver os alunos falando de Cartola e Adoniran, e como eles já tinham um cd com as músicas escolhidas (que eu gravei no começo do ano), puderam cantar junto da apresentação... Foi um daqueles momentos Mastercard que professores tês de vez em quando.
E, começamos também os ensaios.... Sim, nossos adolescentes farão um coral com as músicas escolhidas na Feira... Abaixo, além de uma foto do trabalho do Adoniran, há um pequeno "video-teaser" para vocês terem uma prévia do que verão na Feira... Preparem-se...
Hoje tivemos uma visita muito bacana... a repórter Tatiana Petti e o fotógrafo Carlos, do Jornal de Itatiba vieram ver um ensaio do 8o ano pois irão fazer uma matéria sobre nosso projeto!!! Fiquei muito feliz com o interesse deles, e a matéria sairá no dia 13 de março, no caderno de variedades.
Além disso, fizemos uma "jam session", pois os meninos trouxeram os instrumentos para a matéria.
Olhem só as fotos de hoje!
Cantamos "Que país é esse?"
Fotógrafo registrando a banda...
Tatiana Petti entrevistando a Gi Contreras e o César.
14/03/2011
Atividade Free Hugs.
Estamos nos preparando para reproduzir o Free Hugs na Festa do Caqui! E como todo processo social começa em casa, hoje discutimos os significados desse movimento e fizemos um pequeno exercício para aproximar o grupo... Aqueles que tinham dificuldade extra não precisaram participar, afinal, abraçar é se entregar, e isso é algo que conquistamos com o tempo! Cada um no sseu limite... Seguem as fotos
9 ano 2011
Começam os trabalhos do último ano desses alunos tão queridos na nossa escola... Alguns estão conosco desde a Brink, e será muito triste os deixarmos partir... Não, não será motivo para repetir ninguém à força, mas eles deixarão muita ssaudades...
Ainda é ccedo para falar disso, mas eu estou envolvida com a partida deles até o último fio de cabelo, pois estou ajudando nos preparativos da formatura! Já estamos vendendo bolo, brigadeiro e salgados, e o grupo está se mostrando ativo e aumentando bem nosso caixa.
Enfim, este espaço não é para falar de formatura, então vamos aos comentários sobre nosso trabalho...
Um dos tópicos importantes deste bimestre foi a elaboração de resumos. Parece pouca coisa, mas sem saber fazer um resumo decente, nenhum trabalho de pesquisa funciona. Acaba caindo no famoso corta e cola, ou na simples cópia decorada.
Trabalhamos o assunto na apostila, e nas aulas de produção, em que levei uma reportagem para que eles sublinhassem, separassem ideias fundamentais e em seguida criassem seus próprios textos. Abaixo uma foto da Larissa concentrada na leitura.
Março
Dissertação...
É difícil começar a trabalhar dissertação, pois é um gênero novo e que exige um bom conhecimento de mundo por parte dos alunos.
Portanto, gosto de começar com um debate, para que eles percebam a importância de argumentar sobre suas opiniões.
O primeiro foi sobre os reality shows, e foi interessante ver como os lunos que são contra pessoalmente, tiveram que organizar argumentos a favor dos tais programas. Abaixo seguem algumas fotos da atividade.
Primeiro os grupos se reúnem para levantar argumentos.
Depois começam a debater
Os jurados observam e anotam o que acham relevante para o veredito.
Ao final, os jurados expõem suas opiniões sobre o debate.
Ainda é ccedo para falar disso, mas eu estou envolvida com a partida deles até o último fio de cabelo, pois estou ajudando nos preparativos da formatura! Já estamos vendendo bolo, brigadeiro e salgados, e o grupo está se mostrando ativo e aumentando bem nosso caixa.
Enfim, este espaço não é para falar de formatura, então vamos aos comentários sobre nosso trabalho...
Um dos tópicos importantes deste bimestre foi a elaboração de resumos. Parece pouca coisa, mas sem saber fazer um resumo decente, nenhum trabalho de pesquisa funciona. Acaba caindo no famoso corta e cola, ou na simples cópia decorada.
Trabalhamos o assunto na apostila, e nas aulas de produção, em que levei uma reportagem para que eles sublinhassem, separassem ideias fundamentais e em seguida criassem seus próprios textos. Abaixo uma foto da Larissa concentrada na leitura.
Março
Dissertação...
É difícil começar a trabalhar dissertação, pois é um gênero novo e que exige um bom conhecimento de mundo por parte dos alunos.
Portanto, gosto de começar com um debate, para que eles percebam a importância de argumentar sobre suas opiniões.
O primeiro foi sobre os reality shows, e foi interessante ver como os lunos que são contra pessoalmente, tiveram que organizar argumentos a favor dos tais programas. Abaixo seguem algumas fotos da atividade.
Primeiro os grupos se reúnem para levantar argumentos.
Depois começam a debater
Os jurados observam e anotam o que acham relevante para o veredito.
Ao final, os jurados expõem suas opiniões sobre o debate.
O 9o ano ficou responsável pela produção do jornal informativo da escola. Juntos dividimos a sala em departamentos e criamos o nome do jornal. Jornal A Onda, o jornal que te afoga de notícias...
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Engatando a 1a...
Vamos aos livros do bimestre?
6o ano: "A Bolsa Amarela", da Lygia Bojunga.
Clássico juvenil, será nosso companheiro nesse início de leituras interpretativas. Pedi que os alunos o tenham em sala no dia 11 de fevereiro, para que comecemos a lê-lo juntos.
"A biblioteca mágica de Bibbi Bokken", de Jostein Gaarder.
Um dos livros mais gostosos de se ler do Gaarder, este será nosso início para o projeto de troca de correspondências que faremos com uma escola no sul do país. E além disso, um divertido mistério de que os alunos certamente gostarão muito.
9o ano:
"Os meninos da Rua Paulo", de Ferenc Molnár, da editora Cosac Naify.
Para encerrar o ciclo conosco na escola, gosto de trabalhar com títulos especiais... Neste ano começo com esse clássico juvenil, que fez parte da leitura de muitos de nós e que abrirá caminho para os alunos lerem no fim do ano, alguns contos machadianos que deixo prontos para outubro...
Um abraço
Tati
6o ano: "A Bolsa Amarela", da Lygia Bojunga.
Clássico juvenil, será nosso companheiro nesse início de leituras interpretativas. Pedi que os alunos o tenham em sala no dia 11 de fevereiro, para que comecemos a lê-lo juntos.
7o ano:
"Não era uma vez", da editora Melhoramentos. É uma reunião de contos clássicos recontados, em uma leitura agradável e cheia de surpresas.
8o ano:
"A biblioteca mágica de Bibbi Bokken", de Jostein Gaarder.
Um dos livros mais gostosos de se ler do Gaarder, este será nosso início para o projeto de troca de correspondências que faremos com uma escola no sul do país. E além disso, um divertido mistério de que os alunos certamente gostarão muito.
9o ano:
"Os meninos da Rua Paulo", de Ferenc Molnár, da editora Cosac Naify.
Para encerrar o ciclo conosco na escola, gosto de trabalhar com títulos especiais... Neste ano começo com esse clássico juvenil, que fez parte da leitura de muitos de nós e que abrirá caminho para os alunos lerem no fim do ano, alguns contos machadianos que deixo prontos para outubro...
Um abraço
Tati
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
2011
Feliz ano novo!!!
Que 2011 seja cheio de aprenizado, de sucesso e de saúde para todos nós...
Para mim começou muito bem!
Ontem retomamos os trabalhos na escola, e fiz algo que sempre quis fazer: ministrar um curso para as professoras! "Leitura estética na escola: reflexão e prática".
O curso foi muito rico de troca, e as meninas e eu saímos com energias retomadas para o novo ano letivo que se inicia.
Abaixo estão algumas fotos do curso, e as sugestões de livros que faço para elas lerem, nos momentos livres, por pura e simples fruição.... Ahhh, fruição.....
E os livros.... Vamos a eles...
Férias é bem light, divertido, sobre uma moça que é obrigada e se internar numa clínica de reabilitação após ser largada pelo namorado... Parece forte? Não é... Eu ri muito e tenho vontade de reler...
Criança 44 é mais dramático, mais suspense. Fala da Rússia herdeira de Stalin, num regime fechado... Uma criança morre, e há um conflito em torno da morte desse menino.... Vale a pena ler.
Quem se embrenhar e quiser trocar ideias sobre eles pode me escrever!
beijos
Que 2011 seja cheio de aprenizado, de sucesso e de saúde para todos nós...
Para mim começou muito bem!
Ontem retomamos os trabalhos na escola, e fiz algo que sempre quis fazer: ministrar um curso para as professoras! "Leitura estética na escola: reflexão e prática".
O curso foi muito rico de troca, e as meninas e eu saímos com energias retomadas para o novo ano letivo que se inicia.
Abaixo estão algumas fotos do curso, e as sugestões de livros que faço para elas lerem, nos momentos livres, por pura e simples fruição.... Ahhh, fruição.....
E os livros.... Vamos a eles...
Férias é bem light, divertido, sobre uma moça que é obrigada e se internar numa clínica de reabilitação após ser largada pelo namorado... Parece forte? Não é... Eu ri muito e tenho vontade de reler...
Criança 44 é mais dramático, mais suspense. Fala da Rússia herdeira de Stalin, num regime fechado... Uma criança morre, e há um conflito em torno da morte desse menino.... Vale a pena ler.
Quem se embrenhar e quiser trocar ideias sobre eles pode me escrever!
beijos
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Fim de ano: refletindo sobre a recuperação
Chegamos a mais um dezembro.... Acho dezembro tão melancólico, não sei se é por ser meu inferno astral, mas sinto um desacelerar de energia, e é quando baixamos o ritmo que podemos pensar no que passou.
O ano letivo de 2010 acabou. Para 99% dos alunos, pelo menos, acabou. Agora ficam os que precisam recuperar notas. Mas o que poucos entendem é que neste momento, não são apenas notas que devem ser recuperadas. Estas semanas são uma oportunidade única que os alunos têm de ficar quase a sós com os professores, e deles sugar tudo o que eventualmente perderam ao longo do ano.
Em fevereiro eu digo a eles sempre a mesma coisa: Esforcem-se agora, pois em dezembro ninguém mais aguenta estudar, e a recuperação fica difícil de aguentar. Até rima... Mas chegam agora, precisando se concentrar, mas com a cabeça nas férias. Ninguém tem mais pique... E pique é do que eles mais precisam agora.
Gostaria que os alunos entendessem esta oportunidade. Recuperação não é só uma prova. É quase aula particular. É momento de tirar dúvidas restantes, de se focar em apenas uma matéria (ou mais....) e de mostrar um serviço que não mostrou em um ano todo.
É suficiente?
Não. Não é. A recuperação é feita ao longo do ano, e os que passaram sem essa recuperação final, é por que aproveitaram as outras, bimestrais e contínuas para recuperar pouco a pouco. E isso funciona. É ilusão acreditar que em 2 semanas se recupera um ano. Mas pelo menos é mais uma chance de mostrar empenho e ganhar um fôlego para seguir adiante. Até por que o ano seguinte é sempre mais difícil, e sem o pique, o aluno começa atrasado.
Portanto, alunos, respiremos fundo! Vocês e nós! A recuperação é nossa, e devemos caminhar juntos.
Força na peruca e apostila na mão!
Para os outros, boas férias e descansem muito!!!
Até fevereiro!
Um beijo carinhoso
Tati
O ano letivo de 2010 acabou. Para 99% dos alunos, pelo menos, acabou. Agora ficam os que precisam recuperar notas. Mas o que poucos entendem é que neste momento, não são apenas notas que devem ser recuperadas. Estas semanas são uma oportunidade única que os alunos têm de ficar quase a sós com os professores, e deles sugar tudo o que eventualmente perderam ao longo do ano.
Em fevereiro eu digo a eles sempre a mesma coisa: Esforcem-se agora, pois em dezembro ninguém mais aguenta estudar, e a recuperação fica difícil de aguentar. Até rima... Mas chegam agora, precisando se concentrar, mas com a cabeça nas férias. Ninguém tem mais pique... E pique é do que eles mais precisam agora.
Gostaria que os alunos entendessem esta oportunidade. Recuperação não é só uma prova. É quase aula particular. É momento de tirar dúvidas restantes, de se focar em apenas uma matéria (ou mais....) e de mostrar um serviço que não mostrou em um ano todo.
É suficiente?
Não. Não é. A recuperação é feita ao longo do ano, e os que passaram sem essa recuperação final, é por que aproveitaram as outras, bimestrais e contínuas para recuperar pouco a pouco. E isso funciona. É ilusão acreditar que em 2 semanas se recupera um ano. Mas pelo menos é mais uma chance de mostrar empenho e ganhar um fôlego para seguir adiante. Até por que o ano seguinte é sempre mais difícil, e sem o pique, o aluno começa atrasado.
Portanto, alunos, respiremos fundo! Vocês e nós! A recuperação é nossa, e devemos caminhar juntos.
Força na peruca e apostila na mão!
Para os outros, boas férias e descansem muito!!!
Até fevereiro!
Um beijo carinhoso
Tati
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Texto para os pais
Segue abaixo texto que escrevi para os pais da escola.
Esse é um dos questionamentos mais comuns dessa geração de pais e um dos temas mais recorrentes entre os estudiosos de educação. Por que nossos jovens leem tão pouco?
A questão, na verdade, deveria ser “por que o brasileiro jovem ou adulto lê tão pouco?” Se compararmos a média de livros lidos por ano entre nós e outros países, por exemplo, teremos uma crise de vergonha: Brasil 4,7 livros/ ano X Países nórdicos 15 livros/ano. E é nesse ambiente que crescem nossas crianças. Agora faça uma pergunta a você mesmo: quantos livros leu em 2010? O que está lendo agora? Não vale computar revistas, jornais e material obrigatório para o trabalho. O que você leu pelo simples prazer de ler?
Esse hábito seu passa a seu filho. Pais leitores têm filhos leitores, e tal premissa é comprovada pelos estudos. Também é comprovado que a escola sozinha não tem condições para contribuir para que a criança tenha prazer em ler.
“Ah, mas eu já leio tanta coisa no meu trabalho, na internet, que quando descanso quero mais é um bom filme, um pouco de TV, e não ler”. Está aí. É essa postura que nós, educadores, temos percebido nos jovens. A leitura funcional do dia-a-dia é confundida com a leitura estética, feita pelo simples prazer de ler. Leitura essa que nos faz imaginar, tomar pele de personagens, e com eles compartilhar sentimentos. Identificarmo-nos com a arte da literatura nos forma como seres humanos, aprimora nossa capacidade de empatia e, claro amplia nossa cultura. Já temos informação demais, o que nos falta é conhecimento e sensibilidade. E isso um bom livro nos dá.
Estou escrevendo esse texto por um motivo específico como professora de português do Fundamental II nessa escola, percebi a falta de procura pelas duas oficinas (Meu livro, minha arte! e Senta que lá vem a história) relacionadas à leitura que as professoras oferecerão na Festa do Sorvete. Até hoje, nenhuma inscrição...
Vejo essa falta de interesse pelo tema como um forte indicador de hábito de leitura da maioria dos alunos.
A maior parte deles chega até a escola lendo apenas por obrigação, com poucas habilidades estéticas e de interpretação. Tal dificuldade será fatal no ensino médio, quando eles serão apresentados aos livros clássicos da nossa literatura , e mais pesada ainda ao se tornarem adultos com obstáculos no que se refere à aquisição de cultura.
“Ah, mas que exagero! Meu filho não tem nem 10 anos e ela já está falando de Ensino Médio”. Pode ser, mas não é apenas isso. Estou propondo uma nova perspectiva na educação de nossas crianças, na nossa própria construção humana, em que a arte (e a literatura é uma delas) não se deixa abater pela tecnologia, em que a informação passageira não ganha do conhecimento sólido e principalmente, que a superficialidade não vence a imaginação.
Um abraço a todos
Professora Tatiana
Meu filho não lê, e agora?
Esse é um dos questionamentos mais comuns dessa geração de pais e um dos temas mais recorrentes entre os estudiosos de educação. Por que nossos jovens leem tão pouco?
A questão, na verdade, deveria ser “por que o brasileiro jovem ou adulto lê tão pouco?” Se compararmos a média de livros lidos por ano entre nós e outros países, por exemplo, teremos uma crise de vergonha: Brasil 4,7 livros/ ano X Países nórdicos 15 livros/ano. E é nesse ambiente que crescem nossas crianças. Agora faça uma pergunta a você mesmo: quantos livros leu em 2010? O que está lendo agora? Não vale computar revistas, jornais e material obrigatório para o trabalho. O que você leu pelo simples prazer de ler?
Esse hábito seu passa a seu filho. Pais leitores têm filhos leitores, e tal premissa é comprovada pelos estudos. Também é comprovado que a escola sozinha não tem condições para contribuir para que a criança tenha prazer em ler.
“Ah, mas eu já leio tanta coisa no meu trabalho, na internet, que quando descanso quero mais é um bom filme, um pouco de TV, e não ler”. Está aí. É essa postura que nós, educadores, temos percebido nos jovens. A leitura funcional do dia-a-dia é confundida com a leitura estética, feita pelo simples prazer de ler. Leitura essa que nos faz imaginar, tomar pele de personagens, e com eles compartilhar sentimentos. Identificarmo-nos com a arte da literatura nos forma como seres humanos, aprimora nossa capacidade de empatia e, claro amplia nossa cultura. Já temos informação demais, o que nos falta é conhecimento e sensibilidade. E isso um bom livro nos dá.
Estou escrevendo esse texto por um motivo específico como professora de português do Fundamental II nessa escola, percebi a falta de procura pelas duas oficinas (Meu livro, minha arte! e Senta que lá vem a história) relacionadas à leitura que as professoras oferecerão na Festa do Sorvete. Até hoje, nenhuma inscrição...
Vejo essa falta de interesse pelo tema como um forte indicador de hábito de leitura da maioria dos alunos.
A maior parte deles chega até a escola lendo apenas por obrigação, com poucas habilidades estéticas e de interpretação. Tal dificuldade será fatal no ensino médio, quando eles serão apresentados aos livros clássicos da nossa literatura , e mais pesada ainda ao se tornarem adultos com obstáculos no que se refere à aquisição de cultura.
“Ah, mas que exagero! Meu filho não tem nem 10 anos e ela já está falando de Ensino Médio”. Pode ser, mas não é apenas isso. Estou propondo uma nova perspectiva na educação de nossas crianças, na nossa própria construção humana, em que a arte (e a literatura é uma delas) não se deixa abater pela tecnologia, em que a informação passageira não ganha do conhecimento sólido e principalmente, que a superficialidade não vence a imaginação.
Um abraço a todos
Professora Tatiana
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